terça-feira, 11 de novembro de 2025

FOI UM ERRO

 FOI UM ERRO

Desculpa, senão te dei o que pretendia
Se não fui o que esperava
Apostou em algo que a gente não podia
Desculpa, por não atender as suas expectativas.

Embora, nada ou pouco lhe prometia 
Você estava muito empolgada 
Eu fazia de tudo, só não me envolvia 
Você sabe que foi um caso.

Acabei me acostumando com a sua companhia 
Ao seu lado me sentia seguro 
Com algo a mais eu não contava 
Você era a luz que me tirava do escuro.

De nada adianta pedir desculpas 
Te causei decepção,  o que não pretendia
Sei que não há honra no que fiz
Abandonar você  que só queria me ver feliz.

Sei que cometi um erro
Permitir que você acreditasse em mim
Quando penso no que fiz me dá desespero
É que não sabia que era tão sério assim.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.













sábado, 25 de outubro de 2025

É SÓ O VAZIO

É SÓ O VAZIO

Que tristeza me dá 
Toda vez que cruzo o portão 
Chego na porta da sala
Onde sempre me encontrava
E você não está lá.

Quando entro na tua casa
É tão grande a diferença 
O vazio  da sua ausência 
Minha mente em galope
Meu coração sente o golpe.

Que saudade me dá 
Quando entro na cozinha
As panelas no fogão 
Mas não são as suas mãos 
Que preparam o almoço.

É grande a solidão 
Quando sento no sofá 
Naquele canto que  ocupava
Tento entrar em sintonia
Sei que está a me espiar.

Há um vazio imenso 
Meu coração é muito intenso 
Tamanha é a dor do meu lamento 
Dos  olhos uma lágrima a rolar
No peito a dor que se liberta.

É tão grande a solidão 
Um deserto em prontidão 
Doi a alma em nostalgia 
Ao lembrar dos belos dias
Que não havia esse vazio que hoje há.

Quando entro na tua casa
É tão grande a diferença 
O vazio da sua ausência 
Minha mente em galope 
Meu coração sente o golpe.

Que saudade me dá 
Quando entro na cozinha
As panelas no fogão 
Mas não são as suas mãos 
Que preparam o almoço.

É grande a solidão 
Quando sento no sofá 
Naquele canto que  ocupava
Tento entrar em sintonia
Sei que está a me espiar.

Que tristeza me dá 
Toda vez que cruzo o portão 
Chego na porta da sala
Onde sempre me encontrava
E você não está.

Quando entro na tua casa
É tão grande a diferença 
O vazio da sua ausência 
Minha mente em galope 
Meu coração sente o golpe.

Há um vazio imenso 
Meu coração é muito intenso 
Tamanha é a dor do meu lamento 
Dos  olhos uma lágrima a rolar
No peito a dor que se liberta.

É tão grande a solidão 
Um deserto em prontidão 
Doi a alma em nostalgia 
Ao lembrar dos belos dias
Que não havia esse vazio que hoje há.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.










quarta-feira, 3 de setembro de 2025

A DIFÍCIL ARTE DE ENVELHECER ACORDADO

 
A DIFÍCIL ARTE DE ENVELHECER 
  Hoje, pela manhã, estava na biblioteca da escola, cumprindo com o horário de trabalho chamado HTPI (Horário de Trabalho Pedagógico Individual). 
Resolvi abrir a galeria de fotos do meu celular e fui descendo até as fotos mais antigas.               Encontrei fotos da minha mãe e, ao passar por uma foto do meu sobrinho-neto vestido de Homem-Aranha, visualizei as fotos dos meus netos — uma delas uso como imagem no meu perfil do WhatsApp: o meu pé de neto.                                    Em seguida, avistei a foto do meu filho mais velho segurando um bebê recém-nascido, creio ser a minha neta. 
Encontrei também a foto do meu irmão mais velho no mirante em Aparecida do Norte, segurando as mãos da minha cunhada.   
Lembrei-me da ocasião em que tirei essa foto.       Vi a foto do meu pai, na ocasião um homem forte e vigoroso. 
  Por fim, passei pelas fotos recentes da minha filha com o marido e o sorriso sem dente da minha netinha Mariana. 
  Como é bom ver esse sorriso puro e inocente!
  De súbito, veio um desespero: o que estou fazendo aqui nesse lugar, em meio a essa gente estranha? 
  Onde estão os meus familiares? 
  Por que não estou junto deles? Essa sensação estranha, algo que nunca havia sentido antes, me invadiu. 
Na minha mente, pareceu que abriu um túnel do tempo, e eu me pus a pensar na vida. Bateu-me um desespero, como se a minha mente estivesse indo embora, algo como se estivesse me afastando da realidade. Perguntei-me: o que estou fazendo aqui, longe de casa, distante das pessoas que amo? 
 O desespero aumentou, entrei numa paranóia e quase surtei. 
 Não compreendo o que está se passando comigo; não estou preparado para lidar com algo dessa magnitude.
Tive que compartilhar essa experiência com um velho amigo. 
Este me fez entender que essas coisas fazem parte da senilidade, são ciclos se fechando. 
Estamos passando por uma fase de reflexão, essa etapa não foi percebida antes, porque na juventude acreditamos que temos muita coisa a ser vivida. 
  Agora, na senilidade, percebemos que a vida é linear e está por um fio; nessa fase, já estamos próximos do desembarque. 
  Por hora, só nos resta rogar a Deus e agradecer pela vida, pela saúde, pelos amigos, pela família, etc. 
Ter a consciência de que em breve é chegada a hora de deixar esse corpo para trás. 
  Saber que muitas pessoas que amamos se passaram pelas nossas vidas, e não devemos nos entristecer com isso, pois esse período é próprio daqueles que pensam, raciocinam e meditam sobre a vida e as coisas que ela nos proporciona.
Não sei se estou à beira da demência ou se estou a caminho de perder o cerne humano. 
Só sei que foi algo muito ruim. 
A mim só me resta uma única conclusão: essa confusão mental só pode ser o envelhecer acordado.
Crônica escrita pelo Prof° Rosalvo Silva Filho 


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

CADÊ VOCÊ

 

CADÊ VOCÊ

Eu sempre tive medo do escuro,
Quantas vezes veio me socorrer,
Trazendo o seu brilho e a luz.
Minha alma se reluzia,
Meu corpo se comprazia,
Tamanha era a segurança
Que a sua alma santa trazia.

Hoje procuro abrigo,
Mas não encontro um brilho 
Semelhante ao seu.
Me bate um desespero estranho,
Estou assustado e medonho
Busco pelo seu abraço,
É nele que me acho.

Chamo pelo seu nome,
Em meio ao eco, o grito some,
Fico sem saber o que fazer
É grande o tremor do corpo,
O escuro parece infinito.
Não há nada que me acalme,
Clamo pelo seu cuidado.

Prendo o choro.
Seguro o grito.
Quero o seu colo,
Estou  aflito
Venha como antes
Naquele tempo, não fazia ideia 
Que o escuro era  tão ruim.

Por mais que arregale os olhos,
Não vejo nada.
E essa sensação de vazio
Me apavora
Nada se compara à cegueira de agora
Quero a sua luz
Volte pra cuidar de mim.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.






terça-feira, 19 de agosto de 2025

ANELO

 

ANELO

Eu aqui de novo a semear,
Não me tome por pretensioso,
Nem ao menos sou vaidoso,
Não faço por mim.

Não sou dono do enlace,
Sou apenas um passadiço,
Por onde o verbo transita,
Um remetente que envia.

Sem saber ao certo onde vai chegar,
Pode ser que este não te atinja,
Mas o seu destino vai alcançar,
É a vossa mercê que me dirijo.

Não te aflijas com os insultos,
Nem te ensurdeça com os alaridos.
Os que ora servem,
Nem sempre serão servos.

Os que são servidos,
Para sempre não se servirão,
Vem chegando a primavera,
As flores vão desabrochar.

Os jardins desairosos sumirão,
Não haverá sorriso vazio,
Nem lágrimas formando rios.
Soluços e tristezas se desfarão.

Sei que é perspicaz,
Te peço que seja tolerante.
O verbo transita no tempo,
E assim há de reverberar.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


sexta-feira, 8 de agosto de 2025

RESSURGIMENTO

 
RESSURGIMENTO


Solidão, abismo sem fundo
Dor lancinante, deserto profundo
Doi na alma, machuca o coração
Doi a carne, põe a alma no chão.

Quando é passarinheira, sem aviso
Passa num rompante, sem improviso
Quando é alvissareira, vem derradeira
Estabelece assento, abre clareira.

Solidão, deserto incerto
Fenda que separa o errado do certo
Dor que não passa
Ferida que não disfarça.

Deixa para trás os destroços
Toda labuta e seus esforços
Restando a dor e a saudade
A alma perdendo a santidade.

O amor, quando sinaliza
Tão logo a chaga cicatriza
Acaba o sofrimento e o dissabor
A vida realça seu valor.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


quarta-feira, 23 de julho de 2025

TUDO NO SEU TEMPO

 



TUDO NO SEU TEMPO

Nem sempre estarei aqui
Haverá um tempo de busca e desconexão
Pode ser que haja pranto e lamento
Tudo é passageiro, 
Não haverá mais esse momento.

Assim é a vida
Quantas vezes ignoramos
Os sinais foram dados
Os alertas foram despertados
E nem assim nos demos conta.

Agora! Não estou mais aqui
Você sentirá minha falta
Possivelmente irá se arrepender
Ficará a perguntar: Por quê?
Quando tive chance, não estive com você.

Tudo tem um propósito,
Somos passageiros do tempo
Há um tempo em que só vemos a nós mesmos
Fechamos os olhos para tudo ao nosso redor
Tudo que importa é a nossa razão.

E quando vemos, há um vazio
O tempo se esvaiu
Não adianta chorar
Não dá pra voltar atrás e refazer
A vida passa e juntos passamos.

Se não houve tempo, não se lamente
Não fazia parte da sua prioridade
Agora o que resta são saudades
Talvez no vazio reveja o seu ato
Já que é impossível mudar o fato.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.




ENTRE DEUS E O HOMEM

ENTRE DEUS E O HOMEM


Para Deus, no amor reside a grande nobreza.
Para os homens, o ouro é o lastro da riqueza.
Deus sabe que do coração, vem o amor e a sua maneira.
Os homens andam na busca da realização financeira.
Deus vê a beleza interior e toda a sua inocência.
Os Homens se preocupam com as suas aparências.
Para Deus, a humildade é a virtude mais sublime.
Para os homens, o orgulho é o que mais se exprime.
Deus vê a bondade em cada ato de amor.
Os homens dão ao poder o seu grande valor.
Para Deus, a verdade é a luz e o caminho para paz.
Para os homens, é na mentira  que  se satisfaz.
Deus ouve a voz do coração e responde com amor.
Os homens se fecham em si sem  nenhum  pudor.
Para Deus, a gratidão é a oração mais sincera.
Para os homens, a insatisfação é o que mais se espera.
Deus vê a beleza em cada ser humano
Os homens se preocupam com a aparência e o plano.
Tudo ocorre entre Deus e os Homens/aos Homens, tudo é para si e os seus.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.










terça-feira, 22 de julho de 2025

EM TODO TEMPO


EM TODO TEMPO

Em tudo que há
De todos há de ser
Quem tem a sede voraz
Habita num insaciável querer
Em ti, nada há de haver.

Quem assim o faz
A infelicidade está no ser
Do que adianta o mundo galgar
Se o vazio habita no ter!
Alegria e realização são coisas fugazes.

A justiça ajusta o que é desigual
Ela iguala, e não onera
Põe num plano igual
Nas diferenças opera
A relação se torna normal.

Na ambição contumaz
Aquietar-se é incapaz
A inveja aniquila a paz
Dia e noite, um do outro se desfaz
Condena a alma numa sede voraz.

Não há pecado no querer
Nem viola o sagrado o ter
Não perde a pureza o ser
A desgraça vem com a ambição
Que causa desunião entre irmãos.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.







quinta-feira, 17 de julho de 2025

TÃO SÓ

 TÃO SÓ 

Mergulhei fundo pra encontrar 
Palavras que me trouxessem razão 
Sei que ando confuso sem saber
O motivo pelo qual perdi você 
Busco o sentido, uma explicação.

Como pôde um dia o amor vergar
Algo que parecia forte, dobrou
Procuro entender o que aconteceu 
Se fui eu ou se foi você, o culpado
Do nosso amor do nada, acabar.

Pensei que fosse eternizar 
Mas descobri que nada é pra sempre
Os sentimentos são elos que se unem 
Construindo um caminho de bem comum
Quando um só se empenha na construção.

Torna estreito o seu trajeto
O caminho que era para ser de dois
Agora há um só a caminhar 
Não encontro explicação para o intento
Não sei o momento que o amor se perdeu.

Tenho tentado entender,
Mas me falta elucidação 
Pensei que fosse pra valer
Quando vi, era mera ilusão 
Coração tá sem abrigo.

Solto ao vento, entregue ao léu
Tenho como companhia, as estrelas do céu 
Luz do meu caminho, que me leva além
Não sei onde essa estrada vai acabar 
Sigo a jornada sozinho, esperando o fim chegar.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.




INCERTEZAS

 INCERTEZAS 

Na exatidão do tempo 
No balbucio da criança 
Na tristeza da lembrança 
No manto escuro  da noite 
Persistem as incertezas.

As certezas do que vejo
As clarezas do pensamento 
As destrezas dos acertos
Os seguimentos da reta
Persistem as incertezas.

Já me fui, já não vou
Hoje sou, o que nunca fui
Labirintos inconclusos 
Dos medos, sou recluso 
Carrego as incertezas.

Confusão no pensar
Clarezas, não mais há 
Cegueiras, em meu olhar
Dúvidas, estão no ar
São tantas as incertezas.

Já não sei o que sou 
Pedaços de mim, só o que restou
Ternuras, eu sei que há 
Fração, podem até se juntar
Só não sei o certo no que vai dar.

São tantos questionamentos 
Vivo os dias sem lamentos 
As dúvidas são tormentos
Incisto em decifrar
As incertezas a me perturbar.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


ESSÊNCIA

 ESSÊNCIA 
 
Nas mãos do soberano
Instrumento de precisão 
Tudo coube nos teus planos 
As ferramentas da construção 
Nada fugiu ao seu conhecimento
Onde antes trevas, a luz fez clarão 
Assim deu origem ao surgimento.

Os cálculos da maestria 
Na alquimia do amor
Houve  tanta isometria 
Usou os gases nobres a seu favor
Fez jus a estequiometria
A arte, o descanso e o labor
Fez surgir a noite e o dia.

A química presente na elaboração
Na matéria orgânica aminoácido  combina
Carboxilas, hidrogênio e nitrogênio fazendo  ligação 
É o composto básico em toda proteína  
A  magia presente, pura perfeição
No DNA as chamadas bases  amina
Originam as células, príncipia a criação.

Fez  da química o que ninguém faria 
Juntou dois átomos de  oxigenio,
E deu ao ar o seu valor
Fez a água da terra evaporar 
Lá no alto se condensar 
E viu as nuvens se formar
Os gases fazendo a reação.

A molécula da água essencial à vida 
Hidrogênio e oxigênio fez a ligação
Deu ao homem poderes e domínio 
De andar sobre terra, reproduzir e se multiplicar
Deu-lhes predominância sobre todos os seres vivos 
Quem mais daria ordens ao nada?
Para que  formassem em tudo!

E quem mais diria ao vazio?
Para  se preencher!
Quem mais faria da escuridão?
Um lugar iluminado!
Quem mais faria nascer do barro?
Um ser semelhante a você!
Ele trás consigo toda magia.

Ele é Deus, Ele tem o poder 
Foi Dele que  tudo nasceu 
Dele  vêm todo bem querer
Ele  a vida nos concedeu 
Ele é arquiteto, engenheiro e  construtor 
Só a Ele devemos louvor 
Ele tem a fórmula e a essência. 

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.

NAMORO DOS PÁSSAROS

 NAMORO DOS PÁSSAROS

Numa tarde fria de outono,
O sol se esconde atrás das árvores,
E uma cena chamou-me atenção,
Eu ali no meu trono,
Presenciando a trama da sedução.

O pássaro todo faceiro,
Com um belo canto,
Deu início ao cortejo,
Aquela cena me tocou.

Com o seu trinado suave,
O pássaro parecia que se declamava
Me lembrou dos seus sussurros,
Quando  me dizia do seu amor.

Vendo os dois pássaros naquele galho,
Minha alma abriu um talho,
Quantas vezes na pracinha,
Você se declarava pra mim.

Dizia que o nosso amor,
Jamais teria fim,
Eu estufava o meu peito,
Ficava todo satisfeito.

A fêmea toda imponente,
Num bailado condescendente 
Parece corresponder ao gracejo,
De galho em galho começou a pular.

Com o seu penacho eriçado,
Abriu as suas asas,
Exibiu a sua exuberância,
Resolveu entrar na dança.

Eu, você e os pássaros,
Vivendo toda aquela euforia,
Entendendo que um dia,
Nossos corpos se desuniriam.

Eu sempre me insinuava pra você,
Queria que soubesse o quanto te amava,
A luz nos meus olhos denunciavam,
E isso não tinha como esconder.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.



sexta-feira, 11 de abril de 2025

DESCONSTRUÇÃO

 

DESCONSTRUÇÃO

Sentei naquele velho banco, onde a vida me encontrou
Passeei pela minha história, revivendo cada momento
Recordei dos dias de sol e chuva, das noites de sono e vigília
Das emoções que me abalaram, dos ressentimentos que me feriram.

A vida, quantas surpresas reservara!
Tantos risos desabrochados, tantas lágrimas derramadas
Muitas melancolias embasbacadas, muitas alegrias compartilhadas
Até chegar aqui, formar este ser que sou.

Aprendi muito, mas ainda tenho muito à aprender
Fiz da curiosidade a minha bússola, a sabedoria é minha grande oficina
Me fiz e me refiz, me desmanchei e me reconstruí, em cada passo
Usei tudo o que havia a meu favor, não houve facilidades, não houve descanso.

Jamais pensei em desistir, ousei, me atrevi, preservei e insisti
Em tempos difíceis, me desconstrui, deixei de me importar comigo
Descobri que assim doía menos, entendi que não era vítima
E sim protagonista da minha história, e assim sendo, poderia me refazer.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.



quarta-feira, 5 de março de 2025

TEMPORAIS

 

TEMPORAIS

As tempestades não me assustam.
As tormentas não me apavoram.
Os vendavais não me causam medo.
O barro que me orna tem sílica.
A forja que me moldou é de carbono puro.

O cristal de sílica se despedaça.
O carbono, sob alta pressão e temperatura, se transforma em diamante.
Verás que a mesma matéria se diversifica,
assume arranjos diversos e variáveis.

Tem dias em que sou igual ao diamante:
suporto a pressão e a alta temperatura.
E assim me torno áspero e duro.
A forja que me deu forma me faz ser quem eu sou.
Em certas ocasiões, nem sei o que será de mim.

Me vejo leve e indefeso.
Sinto-me precipitando rumo ao fim.
Perco as forças e a resistência.
Os temporais na minha vida fazem uma grande diferença.

Moldam o ser e edificam a personalidade.
Formam o caráter e criam a estrutura emocional.
Assim é no mundo animal:
tem de ser, existir e viver.
Resistir aos temporais para se desenvolver.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.






quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

DESATINO APRUMADO

DESATINO APRUMADO 

Sou pequeno demais para questionar o que não conheço.
Para mim, tudo tem uma razão de ser.
Em tudo, acredito haver a mão divina,
Até mesmo quando optamos por rumos espúrios.
A providência divina faz a correção,
Contudo, não devemos nos pasmar.

Muito menos nos fazer de vítimas.
Há que sempre lembrar-se das escolhas feitas,
O livre arbítrio prevaleceu.
Embora tivéssemos recebido vários insights,
Ainda assim, o nosso ego preponderou.

O nosso guardião não falhou,
Nem o Criador se omitiu.
A nossa prepotência determinou.
Deus nunca erra, mesmo nas tempestades,
Ele nos protege de males que se aproximam.

Com sabedoria e amor, Ele nos guia
E nos ajuda a encontrar a paz, mesmo na tormenta.
Ele é nosso refúgio, nossa rocha segura,
Nosso pastor que nos cuida e nos protege.

Ele nos ajuda a encontrar a força
Para enfrentar os desafios e superar as provas.
Deus nunca erra, mesmo quando não entendemos,
Ele tem um plano maior, um propósito mais alto.
Ele nos ama e cuida de todos 
Nos ajuda  encontrar a paz e a alegria.

Lembre-se, as tempestades acontecem não por acaso,
É a providência divina, levando para longe o mal que estava a se instalar,
Receba as acontecências, sem lastimar
Verás que tudo ocorre, para o bem comum,
Afinal, somos tantos à todos há a  providência divina.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

CONFIDÊNCIA

 CONFIDÊNCIA 

Não sei por onde começar
Você bem sabe da minha timidez
Me encabulo só de pensar
Não quero perder você de vez.

Queria ser seu confidente
Fico tenso só em pensar
Me diga se surgir um pretendente
Para ocupar o meu lugar.

Sairei da sua vida tão de repente
Não haverá mais nada a nos ligar
Sei que fui tão displicente
Com o nosso amor, não soube lidar.

Aliás, tem um dito que diz
Só perdendo pra gente dar valor
Saiba o quanto ao seu lado fui feliz
Vou chorar sozinho a minha dor.

Quem tem um coração passarinheiro
Vivem perdidos entre céu e inferno
De flor e galho, esses estradeiros
Sem pouso fixo, expostos ao frio do inverno.

O amor é coisa para gente guardar 
Lá no fundo do peito.....
Não é hora pra se lamentar
Dói na alma,  não tem mais jeito......


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.



INICIO DO ANO LETIVO

 
INICIO DO ANO LETIVO 

Logo nos primeiros minutos do dia, mais um ano letivo se iniciava. A inspetora da escola entrou, puxando pelos braços uma criança muito assustada.
O corpinho esguio, o cabelinho espetado para o alto, a camiseta preta e a calça jeans, em desconformidade com o uniforme da rede escolar.
Perguntei-lhe o seu nome, e com a voz embargada, misto de choro e medo, ele respondeu.
Perguntei à inspetora o que havia acontecido com ele, e ela respondeu que ele não queria entrar na sala de aula.
Toquei em suas mãos e pude sentir o frio. Percebi pela sua postura que ele estava assustado. Tentei persuadi-lo a relaxar, a se sentir acolhido. “O que houve"?
Por que você está assustado?”, perguntei. Ele respondeu: “Meu pai me deixou aqui, eu quero ficar com a minha irmã.”
Essa frase me tocou, e eu me lembrei do meu primeiro dia de aula.
Lá estava eu, no meio daquela gritaria, com todos falando mais alto que o outro, cada um querendo se fazer ouvir.
E ficava aquele barulho ensurdecedor. Ninguém me notou, com certeza. Eu estava assustado, inquieto, parecendo um animalzinho indefeso, sem saber direito onde ir ou o que fazer.
Procurava segurança, queria estar perto da minha mãe, das minhas irmãs, mas não havia jeito. Não podia dar na cara o que estava sentindo.
As expectativas eram várias, e eu mesmo dizia em casa que queria ir para a escola. Então, chegou o dia, e ali estava eu.
Foram vários dias assim, um misto de medo, ansiedade e angústia.
Quando estava chegando a hora de ir para a escola, vinha o apavoramento. Hoje, quando vi aquele garoto, me vi, me lembrei dos meus primeiros dias no grupo escolar do jardim Jussara.
Revivi os meus medos, minhas angústias, quanta insegurança. E ninguém me notou, não houve acolhimento, não havia uma mão generosa como a da inspetora de hoje para tocar no meu ombro, me encorajar.
Confesso que ainda hoje, no início dos anos letivos, tenho as mesmas sensações de antes. E olha que tudo começa na véspera, quando termina o programa jornalístico do domingo à noite, quando o apresentador se despede dando boa noite.
Durmo mal, fico ansioso, chego na escola com uma vontade louca de desistir de tudo. Aí vem o senso de responsabilidade, sei que sou eu que devo aprender a lidar com os meus fantasmas, tenho as minhas responsabilidades e obrigações para arcar.
Não sinto prazer em fazer, mas me dá uma pequena satisfação.
Provavelmente, a falta de entusiasmo foi tirando-me a empolgação, e o tempo se encarregou do resto.
Sou um velho beija-flor, que conhece o adocicado do néctar, vôo de flor em flor, não pelos néctar, mas sim para que as primaveras não deixem de existir, muito embora as flores não me cheguem.
Garoto, se assuste, mas não desista.
A vida vale a pena, os desafios existem para serem superados, e não busque reconhecimento, fama ou sucesso.
Prime por sabedoria e inteligência, e o resto lhes serão acrescentados, não na forma do mundo, mas sim no modo de viver e amar.
Bom ano letivo para todos nós.

Crônica Poética, escrita pelo professor Rosalvo Silva Filho