terça-feira, 11 de novembro de 2025

FOI UM ERRO

 FOI UM ERRO

Desculpa, senão te dei o que pretendia
Se não fui o que esperava
Apostou em algo que a gente não podia
Desculpa, por não atender as suas expectativas.

Embora, nada ou pouco lhe prometia 
Você estava muito empolgada 
Eu fazia de tudo, só não me envolvia 
Você sabe que foi um caso.

Acabei me acostumando com a sua companhia 
Ao seu lado me sentia seguro 
Com algo a mais eu não contava 
Você era a luz que me tirava do escuro.

De nada adianta pedir desculpas 
Te causei decepção,  o que não pretendia
Sei que não há honra no que fiz
Abandonar você  que só queria me ver feliz.

Sei que cometi um erro
Permitir que você acreditasse em mim
Quando penso no que fiz me dá desespero
É que não sabia que era tão sério assim.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.













sábado, 25 de outubro de 2025

É SÓ O VAZIO

É SÓ O VAZIO

Que tristeza me dá 
Toda vez que cruzo o portão 
Chego na porta da sala
Onde sempre me encontrava
E você não está lá.

Quando entro na tua casa
É tão grande a diferença 
O vazio  da sua ausência 
Minha mente em galope
Meu coração sente o golpe.

Que saudade me dá 
Quando entro na cozinha
As panelas no fogão 
Mas não são as suas mãos 
Que preparam o almoço.

É grande a solidão 
Quando sento no sofá 
Naquele canto que  ocupava
Tento entrar em sintonia
Sei que está a me espiar.

Há um vazio imenso 
Meu coração é muito intenso 
Tamanha é a dor do meu lamento 
Dos  olhos uma lágrima a rolar
No peito a dor que se liberta.

É tão grande a solidão 
Um deserto em prontidão 
Doi a alma em nostalgia 
Ao lembrar dos belos dias
Que não havia esse vazio que hoje há.

Quando entro na tua casa
É tão grande a diferença 
O vazio da sua ausência 
Minha mente em galope 
Meu coração sente o golpe.

Que saudade me dá 
Quando entro na cozinha
As panelas no fogão 
Mas não são as suas mãos 
Que preparam o almoço.

É grande a solidão 
Quando sento no sofá 
Naquele canto que  ocupava
Tento entrar em sintonia
Sei que está a me espiar.

Que tristeza me dá 
Toda vez que cruzo o portão 
Chego na porta da sala
Onde sempre me encontrava
E você não está.

Quando entro na tua casa
É tão grande a diferença 
O vazio da sua ausência 
Minha mente em galope 
Meu coração sente o golpe.

Há um vazio imenso 
Meu coração é muito intenso 
Tamanha é a dor do meu lamento 
Dos  olhos uma lágrima a rolar
No peito a dor que se liberta.

É tão grande a solidão 
Um deserto em prontidão 
Doi a alma em nostalgia 
Ao lembrar dos belos dias
Que não havia esse vazio que hoje há.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.










quarta-feira, 3 de setembro de 2025

A DIFÍCIL ARTE DE ENVELHECER ACORDADO

 
A DIFÍCIL ARTE DE ENVELHECER 
  Hoje, pela manhã, estava na biblioteca da escola, cumprindo com o horário de trabalho chamado HTPI (Horário de Trabalho Pedagógico Individual). 
Resolvi abrir a galeria de fotos do meu celular e fui descendo até as fotos mais antigas.               Encontrei fotos da minha mãe e, ao passar por uma foto do meu sobrinho-neto vestido de Homem-Aranha, visualizei as fotos dos meus netos — uma delas uso como imagem no meu perfil do WhatsApp: o meu pé de neto.                                    Em seguida, avistei a foto do meu filho mais velho segurando um bebê recém-nascido, creio ser a minha neta. 
Encontrei também a foto do meu irmão mais velho no mirante em Aparecida do Norte, segurando as mãos da minha cunhada.   
Lembrei-me da ocasião em que tirei essa foto.       Vi a foto do meu pai, na ocasião um homem forte e vigoroso. 
  Por fim, passei pelas fotos recentes da minha filha com o marido e o sorriso sem dente da minha netinha Mariana. 
  Como é bom ver esse sorriso puro e inocente!
  De súbito, veio um desespero: o que estou fazendo aqui nesse lugar, em meio a essa gente estranha? 
  Onde estão os meus familiares? 
  Por que não estou junto deles? Essa sensação estranha, algo que nunca havia sentido antes, me invadiu. 
Na minha mente, pareceu que abriu um túnel do tempo, e eu me pus a pensar na vida. Bateu-me um desespero, como se a minha mente estivesse indo embora, algo como se estivesse me afastando da realidade. Perguntei-me: o que estou fazendo aqui, longe de casa, distante das pessoas que amo? 
 O desespero aumentou, entrei numa paranóia e quase surtei. 
 Não compreendo o que está se passando comigo; não estou preparado para lidar com algo dessa magnitude.
Tive que compartilhar essa experiência com um velho amigo. 
Este me fez entender que essas coisas fazem parte da senilidade, são ciclos se fechando. 
Estamos passando por uma fase de reflexão, essa etapa não foi percebida antes, porque na juventude acreditamos que temos muita coisa a ser vivida. 
  Agora, na senilidade, percebemos que a vida é linear e está por um fio; nessa fase, já estamos próximos do desembarque. 
  Por hora, só nos resta rogar a Deus e agradecer pela vida, pela saúde, pelos amigos, pela família, etc. 
Ter a consciência de que em breve é chegada a hora de deixar esse corpo para trás. 
  Saber que muitas pessoas que amamos se passaram pelas nossas vidas, e não devemos nos entristecer com isso, pois esse período é próprio daqueles que pensam, raciocinam e meditam sobre a vida e as coisas que ela nos proporciona.
Não sei se estou à beira da demência ou se estou a caminho de perder o cerne humano. 
Só sei que foi algo muito ruim. 
A mim só me resta uma única conclusão: essa confusão mental só pode ser o envelhecer acordado.
Crônica escrita pelo Prof° Rosalvo Silva Filho 


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

CADÊ VOCÊ

 

CADÊ VOCÊ

Eu sempre tive medo do escuro,
Quantas vezes veio me socorrer,
Trazendo o seu brilho e a luz.
Minha alma se reluzia,
Meu corpo se comprazia,
Tamanha era a segurança
Que a sua alma santa trazia.

Hoje procuro abrigo,
Mas não encontro um brilho 
Semelhante ao seu.
Me bate um desespero estranho,
Estou assustado e medonho
Busco pelo seu abraço,
É nele que me acho.

Chamo pelo seu nome,
Em meio ao eco, o grito some,
Fico sem saber o que fazer
É grande o tremor do corpo,
O escuro parece infinito.
Não há nada que me acalme,
Clamo pelo seu cuidado.

Prendo o choro.
Seguro o grito.
Quero o seu colo,
Estou  aflito
Venha como antes
Naquele tempo, não fazia ideia 
Que o escuro era  tão ruim.

Por mais que arregale os olhos,
Não vejo nada.
E essa sensação de vazio
Me apavora
Nada se compara à cegueira de agora
Quero a sua luz
Volte pra cuidar de mim.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.






terça-feira, 19 de agosto de 2025

ANELO

 

ANELO

Eu aqui de novo a semear,
Não me tome por pretensioso,
Nem ao menos sou vaidoso,
Não faço por mim.

Não sou dono do enlace,
Sou apenas um passadiço,
Por onde o verbo transita,
Um remetente que envia.

Sem saber ao certo onde vai chegar,
Pode ser que este não te atinja,
Mas o seu destino vai alcançar,
É a vossa mercê que me dirijo.

Não te aflijas com os insultos,
Nem te ensurdeça com os alaridos.
Os que ora servem,
Nem sempre serão servos.

Os que são servidos,
Para sempre não se servirão,
Vem chegando a primavera,
As flores vão desabrochar.

Os jardins desairosos sumirão,
Não haverá sorriso vazio,
Nem lágrimas formando rios.
Soluços e tristezas se desfarão.

Sei que é perspicaz,
Te peço que seja tolerante.
O verbo transita no tempo,
E assim há de reverberar.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


sexta-feira, 8 de agosto de 2025

RESSURGIMENTO

 
RESSURGIMENTO


Solidão, abismo sem fundo
Dor lancinante, deserto profundo
Doi na alma, machuca o coração
Doi a carne, põe a alma no chão.

Quando é passarinheira, sem aviso
Passa num rompante, sem improviso
Quando é alvissareira, vem derradeira
Estabelece assento, abre clareira.

Solidão, deserto incerto
Fenda que separa o errado do certo
Dor que não passa
Ferida que não disfarça.

Deixa para trás os destroços
Toda labuta e seus esforços
Restando a dor e a saudade
A alma perdendo a santidade.

O amor, quando sinaliza
Tão logo a chaga cicatriza
Acaba o sofrimento e o dissabor
A vida realça seu valor.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


quarta-feira, 23 de julho de 2025

TUDO NO SEU TEMPO

 



TUDO NO SEU TEMPO

Nem sempre estarei aqui
Haverá um tempo de busca e desconexão
Pode ser que haja pranto e lamento
Tudo é passageiro, 
Não haverá mais esse momento.

Assim é a vida
Quantas vezes ignoramos
Os sinais foram dados
Os alertas foram despertados
E nem assim nos demos conta.

Agora! Não estou mais aqui
Você sentirá minha falta
Possivelmente irá se arrepender
Ficará a perguntar: Por quê?
Quando tive chance, não estive com você.

Tudo tem um propósito,
Somos passageiros do tempo
Há um tempo em que só vemos a nós mesmos
Fechamos os olhos para tudo ao nosso redor
Tudo que importa é a nossa razão.

E quando vemos, há um vazio
O tempo se esvaiu
Não adianta chorar
Não dá pra voltar atrás e refazer
A vida passa e juntos passamos.

Se não houve tempo, não se lamente
Não fazia parte da sua prioridade
Agora o que resta são saudades
Talvez no vazio reveja o seu ato
Já que é impossível mudar o fato.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.