sexta-feira, 22 de agosto de 2025

CADÊ VOCÊ

 

CADÊ VOCÊ

Eu sempre tive medo do escuro,
Quantas vezes veio me socorrer,
Trazendo o seu brilho e a luz.
Minha alma se reluzia,
Meu corpo se comprazia,
Tamanha era a segurança
Que a sua alma santa trazia.

Hoje procuro abrigo,
Mas não encontro um brilho 
Semelhante ao seu.
Me bate um desespero estranho,
Estou assustado e medonho
Busco pelo seu abraço,
É nele que me acho.

Chamo pelo seu nome,
Em meio ao eco, o grito some,
Fico sem saber o que fazer
É grande o tremor do corpo,
O escuro parece infinito.
Não há nada que me acalme,
Clamo pelo seu cuidado.

Prendo o choro.
Seguro o grito.
Quero o seu colo,
Estou  aflito
Venha como antes
Naquele tempo, não fazia ideia 
Que o escuro era  tão ruim.

Por mais que arregale os olhos,
Não vejo nada.
E essa sensação de vazio
Me apavora
Nada se compara à cegueira de agora
Quero a sua luz
Volte pra cuidar de mim.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.






terça-feira, 19 de agosto de 2025

ANELO

 

ANELO

Eu aqui de novo a semear,
Não me tome por pretensioso,
Nem ao menos sou vaidoso,
Não faço por mim.

Não sou dono do enlace,
Sou apenas um passadiço,
Por onde o verbo transita,
Um remetente que envia.

Sem saber ao certo onde vai chegar,
Pode ser que este não te atinja,
Mas o seu destino vai alcançar,
É a vossa mercê que me dirijo.

Não te aflijas com os insultos,
Nem te ensurdeça com os alaridos.
Os que ora servem,
Nem sempre serão servos.

Os que são servidos,
Para sempre não se servirão,
Vem chegando a primavera,
As flores vão desabrochar.

Os jardins desairosos sumirão,
Não haverá sorriso vazio,
Nem lágrimas formando rios.
Soluços e tristezas se desfarão.

Sei que é perspicaz,
Te peço que seja tolerante.
O verbo transita no tempo,
E assim há de reverberar.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


sexta-feira, 8 de agosto de 2025

RESSURGIMENTO

 
RESSURGIMENTO


Solidão, abismo sem fundo
Dor lancinante, deserto profundo
Doi na alma, machuca o coração
Doi a carne, põe a alma no chão.

Quando é passarinheira, sem aviso
Passa num rompante, sem improviso
Quando é alvissareira, vem derradeira
Estabelece assento, abre clareira.

Solidão, deserto incerto
Fenda que separa o errado do certo
Dor que não passa
Ferida que não disfarça.

Deixa para trás os destroços
Toda labuta e seus esforços
Restando a dor e a saudade
A alma perdendo a santidade.

O amor, quando sinaliza
Tão logo a chaga cicatriza
Acaba o sofrimento e o dissabor
A vida realça seu valor.


Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências  e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.