RESSURGIMENTO
Solidão, abismo sem fundo
Dor lancinante, deserto profundo
Doi na alma, machuca o coração
Doi a carne, põe a alma no chão.
Quando é passarinheira, sem aviso
Passa num rompante, sem improviso
Quando é alvissareira, vem derradeira
Estabelece assento, abre clareira.
Solidão, deserto incerto
Fenda que separa o errado do certo
Dor que não passa
Ferida que não disfarça.
Deixa para trás os destroços
Toda labuta e seus esforços
Restando a dor e a saudade
A alma perdendo a santidade.
O amor, quando sinaliza
Tão logo a chaga cicatriza
Acaba o sofrimento e o dissabor
A vida realça seu valor.
Poema escrito pelo Profº Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.
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