ANELO
Eu aqui de novo a semear,
Não me tome por pretensioso,
Nem ao menos sou vaidoso,
Não faço por mim.
Não sou dono do enlace,
Sou apenas um passadiço,
Por onde o verbo transita,
Um remetente que envia.
Sem saber ao certo onde vai chegar,
Pode ser que este não te atinja,
Mas o seu destino vai alcançar,
É a vossa mercê que me dirijo.
Não te aflijas com os insultos,
Nem te ensurdeça com os alaridos.
Os que ora servem,
Nem sempre serão servos.
Os que são servidos,
Para sempre não se servirão,
Vem chegando a primavera,
As flores vão desabrochar.
Os jardins desairosos sumirão,
Não haverá sorriso vazio,
Nem lágrimas formando rios.
Soluços e tristezas se desfarão.
Sei que é perspicaz,
Te peço que seja tolerante.
O verbo transita no tempo,
E assim há de reverberar.
Poema escrito pelo Profº Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.
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