quinta-feira, 17 de julho de 2025

INCERTEZAS

 INCERTEZAS 

Na exatidão do tempo 
No balbucio da criança 
Na tristeza da lembrança 
No manto escuro  da noite 
Persistem as incertezas.

As certezas do que vejo
As clarezas do pensamento 
As destrezas dos acertos
Os seguimentos da reta
Persistem as incertezas.

Já me fui, já não vou
Hoje sou, o que nunca fui
Labirintos inconclusos 
Dos medos, sou recluso 
Carrego as incertezas.

Confusão no pensar
Clarezas, não mais há 
Cegueiras, em meu olhar
Dúvidas, estão no ar
São tantas as incertezas.

Já não sei o que sou 
Pedaços de mim, só o que restou
Ternuras, eu sei que há 
Fração, podem até se juntar
Só não sei o certo no que vai dar.

São tantos questionamentos 
Vivo os dias sem lamentos 
As dúvidas são tormentos
Incisto em decifrar
As incertezas a me perturbar.

Poema escrito pelo Profº  Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.


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