NAMORO DOS PÁSSAROS
Numa tarde fria de outono,
O sol se esconde atrás das árvores,
E uma cena chamou-me atenção,
Eu ali no meu trono,
Presenciando a trama da sedução.
O pássaro todo faceiro,
Com um belo canto,
Deu início ao cortejo,
Aquela cena me tocou.
Com o seu trinado suave,
O pássaro parecia que se declamava
Me lembrou dos seus sussurros,
Quando me dizia do seu amor.
Vendo os dois pássaros naquele galho,
Minha alma abriu um talho,
Quantas vezes na pracinha,
Você se declarava pra mim.
Dizia que o nosso amor,
Jamais teria fim,
Eu estufava o meu peito,
Ficava todo satisfeito.
A fêmea toda imponente,
Num bailado condescendente
Parece corresponder ao gracejo,
De galho em galho começou a pular.
Com o seu penacho eriçado,
Abriu as suas asas,
Exibiu a sua exuberância,
Resolveu entrar na dança.
Eu, você e os pássaros,
Vivendo toda aquela euforia,
Entendendo que um dia,
Nossos corpos se desuniriam.
Eu sempre me insinuava pra você,
Queria que soubesse o quanto te amava,
A luz nos meus olhos denunciavam,
E isso não tinha como esconder.
Poema escrito pelo Profº Rosalvo Silva Filho
Formado em Ciências Físicas e Biológicas pela Faculdade Profº José A. vieira
Latus Sensus em Saúde e Meio ambiente pela Universidade de Lavras
Formação Acadêmica em Matemática pela Unioesp.
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